O responsável pela construção
Foi o arquiteto português Francisco de Paulo Ramos de Azevedo (1851 a 1928) cujo escritório elaborou também os projetos do teatro Municipal, palacio das industrias, Pinacoteca, Correios e o Colégio Síon.

Antes da construção do Mercado Municipal, cuja inauguração se deu em 25 de janeiro de 1933, os comerciantes vendiam seus produtos ao ar livre no mercado velho da rua 25 de março.
Em 1924, com o crescimento da cidade foi aprovada a lei autorizando a construção de um novo mercado. Um dos objetivos da construção do grandioso edifício, era consolidar a imagem de "Metrópole do Café".
O prédio conta com fachada sóbria utilizando colunas de estilo grego / jônico. Claraboias, vitrais e telhas de vidro criam uma iluminação natural complementando o conjunto.
Os vitrais são uma obra de arte a parte e foram executados pelo artista russo Conrado Sogerncht Filho. Neles se podem ver o trabalho dos colonos nas tarefas de cultivo e colheita e também na criação de gados e aves.
O mercado ficou pronto em 1932 mas devido a Revolução Constitucionalista os primeiros produtos armazenados foram armas e munições.
Finalmente em 25 de janeiro de 1933 o Mercado foi inaugurado com uma área de 12.600 m2 quando a cidade de São Paulo já contava com uma população de cerca de um milhão de habitantes.
Fonte: Site da Prefeitura de SPA Casa de Carnes Nastari, é um dos poucos boxes que continuam com a Família, desde a sua fundação.
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No início do século 20, havia na cidade de São Paulo uma série de pequenos mercadinhos onde eram vendidos legumes, verduras e frutas produzidos em chácaras das imediações do Vale do Anhangabaú. Sua unificação num mercado central começou a ser cogitada em 1914.
Foi, entretanto, apenas em 10 de abril de 1925, por iniciativa do então prefeito, José Pires do Rio, que o Mercado Municipal Paulistano começou a ser construído na Várzea do Carmo, nas imediações do parque Dom Pedro II, bem ao lado do rio Tamanduateí, principal via de transporte fluvial da cidade. A idéia era abrigar os comerciantes da região central da cidade que vendiam seus produtos ao ar livre, num espaço único, junto ao rio, para que os barcos com produtos vindos das chácaras próximas pudessem aportar.
O edifício deveria estar à altura da emergente “metrópole do café”, que queria ganhar ares cosmopolita, deixando para trás as construções coloniais. Para tanto, foi contratado o escritório do já então renomado Francisco de Paula Ramos de Azevedo, também responsável pelo Fórum, o Palácio das Indústrias e o Teatro Municipal de São Paulo, que encarregou o arquiteto italiano Felisberto Ranzini¹ do projeto.
A InauguraçãoEm 1.932, as obras foram concluídas, mas a inauguração teve de ser adiada por conta da Revolução Constitucionalista - o prédio do Mercado foi requisitado para servir de paiol e estocou armas e munições das tropas paulistas. Conta-se, ainda, que os soldados, para treinar sua pontaria, miravam as cabeças das figuras dos vitrais e que, depois, Sorgenicht trabalhou por mais dois meses para repor os fragmentos quebrados.
Derrotada a Revolução, finalmente, no dia 25 de janeiro de 1933, quando a cidade contava com uma população de um milhão de habitantes, foi oficialmente inaugurado “O mais vasto edifício municipal de sua espécie na América do Sul”, como anunciou o jornal O Estado de São Paulo, que foi considerado, na época, "majestoso demais para a sua finalidade".
Números do Mercado Municipal Paulistano:
- 1.600 funcionários trabalham no Mercado;
- 1.000 toneladas de alimento são movimentadas por dia (atacado e varejo)
- 298 é o total de boxes;
- 14 mil visitantes circulam por dia (durante as obras, verificou-se que esse número não diminuiu e, em alguns momentos, até mesmo elevou a média das vendas dos boxes).
- Após a reforma, a média de público saltou para 20 mil pessoas/dia;
- 90 caminhões, em média, chegam e saem do Mercado por dia com mercadorias;
- 1.200.000 litros de água é o gasto mensal;
- 780 kw/h é o gasto mensal de eletricidade.



